domingo, 2 de maio de 2010

Cardeal Patriarca consagra igreja do Catujal: "Às vezes a Igreja é muito imperfeita"


O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, consagrou esta manhã a igreja de São José de Nazaré, no Catujal, no concelho de Loures. Na celebração que reuniu perto de mil pessoas, o cardeal referiu que "somos uma Igreja Imperfeita e por isso continuamente pedimos perdão".


A abertura do templo católico, cuja primeira pedra foi colocada há mais de vinte anos, era aguardada com grande expectativa pela população, pelo que os 370 lugares no interior da igreja rapidamente foram ocupados havendo necessidade de colocar dois ecrãs gigantes no exterior para os fiéis assistirem à consagração do altar.

D. José Policarpo sublinhou a importância do altar na ligação dos crentes a Deus e a distinção entre a Igreja da terra, feita por homens e "às vezes muito imperfeita", e a Igreja do Céu.
"O altar é o principal elemento comum entre a igreja da terra e a do Céu", acrescentou. O Cardeal de Lisboa lembrou que "quem não desejar um dia chegar ao Céu não percebe nada da igreja".

No final da sua homilia, D. José Policarpo lembrou as dificuldades da vida. "Não há dias iguais, uns são mais simples e outros mais complicados. Aprendam a vir aqui, junto do altar, buscar a força para viver", acrescentou.

A festa de inauguração da igreja do Catujal prolonga-se até de madrugada com o lançamento de fogo-de-artifício previsto para a 1h00. A paróquia do Catujal reunia na capelinha de Nossa Senhora da Nazaré, um espaço muito pequeno perante o crescimento demográfico desta localidade da freguesia de Unhos, que conta com seis mil habitantes.

Após um almoço de churrasco ao ar-livre a tarde e a noite é preenchida com a actuação de grupos de dança africana e ranchos folclóricos.



in CM online, 01-5-2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Futebol Juniores – Campeonato Distrital - 1ª Divisão: Catujalense vence Povoense


O Olivais e Moscavide soma e segue na lidarança da série 1 da prova, ao derrotar na 18ª jornada o Encarnação e Olivais por 2-1.

Lourinhanense e Sanjoanense mantêm o segundo posto a 7 pontos do líder, depois de terem empado entre si a dois golos e o Catujalense é 4º após a vitória por 2-0 sobre o Povoense, que com esta derrota desceu para a 11ª posição.

A meio da tabela (7º) está o Murteirense que foi derrotado em casa pelo Alta de Lisboa (2-4) e em 12º na última posição acima da linha de água o Bobadelense que consentiu um empate caseiro a 1 golo frente ao Vialonga.

No próximo sábado joga-se a 19ª jornada, com Povoense-Lourinhanense, Murteirense-Sanjoanense, Freiria-Bobadelense, Vialonga-Catujalense e Alta de Lisboa-Olivais e Moscavide.



Estrada Nacional 250 entre Catujal e Sacavém com trânsito condicionado

Trinta estradas continuam cortadas e 14 condicionadas por causa da chuva que atingiu Portugal nos últimos dias, sendo os distritos de Santarém, Leiria e Lisboa os mais afetados, indicou hoje fonte do Comando Geral da GNR.

A mesma fonte não precisou quais as estradas que permanecem com problemas devido a inundações.

Entretanto, dados divulgados na página de internet da Autoridade Nacional da Protecção Civil dão conta de apenas 12 estradas cortadas ao trânsito e de duas povoações que permanecem isoladas.

O distrito de Santarém é o que apresenta maiores dificuldades, estando a localidade de Reguengos do Alviela isolada pelo oitavo dia consecutivo, de acordo com a Protecção Civil.

Regista-se também a inundação da parte baixa da Vila de Constância, a submersão do Cais de Tancos e uma submersão parcial da rua de acesso ao Cais.

Em Santarém estão cortadas ao trânsito estão as estradas nacionais 365, entre Pombalinho e Vale Figueira, a que liga Azinhaga à Golegã, em Palhais, no Reguengo do Alviela e entre Santarém e a Ponte de Celeiro, a 114-2, que liga Setil a Reguengo, 3-2, Ponte Reguengo/Valada e 114, Santarém/Ponte D. Luís.

No distrito de Lisboa permanece isolada a povoação de Lezirão, concelho da Azambuja, uma situação que está a afetar seis famílias.

A Estrada Nacional 3 em Azambuja e as 3-1, que liga Azambuja a Valada, e 115, entre Alenquer e Vermelha, estão cortadas.

Com trânsito condicionado está a Estrada Nacional 250 entre Catujal e Sacavém.
Lusa, 07-3-2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Capela de Nossa Senhora da Nazaré do Catujal




A Capela de Nossa Senhora da Nazaré ou Igreja de Nossa Senhora da Nazaré é uma pequena capela localizada no sítio do Catujal, freguesia de Unhos, concelho de Loures, a poucos quilómetros de Lisboa.

Situa-se numa encosta com um significativo declive, que desce em direcção à Estada Nacional 250 (que liga Sacavém a Loures), estando actualmente muito descaracterizada, devido à proliferação de construções clandestinas à sua volta.

A capela foi construída no local onde outrora existia uma ermida, provavelmente da mesma devoção, tendo sido reconstruída em 1676, como se depreende de uma inscrição gravada numa lápide sobre a porta de entrada:

«Á VIRGEM DE NAZARETH EDIFICARAM ESTA IGREJA OS SEUS DEVOTOS, OFFICIAES E MÓRDOMOS DE LISBOA, SENDO JUIZ, SEGUNDA VEZ, MANOEL RIBEIRO DE LIMA, DERRUBANDO-SE HUMA PEQUENA E ANTIGA ERMIDA, POR ARRUINADA, NESTE SÍTIO EM QUE ESTA IGREJA SE FUNDOU, EM O ANNO DE 1676.»



Na capela-mor abobadada, encontra-se uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré, e ao lado do altar, pinturas representando cenas da vida da Virgem Maria, bem como o milagre que ocorreu a D. Fuas Roupinho no Sítio (a actual vila da Nazaré), por intervenção de Nossa Senhora. Num pedestal junto da imagem, pode ler-se:

«ESTE RETÁBULO MANDARAM DOURAR E PINTAR OS DEVOTOS DE NOSSA SENHORA, DE LISBOA. ANNO 1612»



Nas imediações da capela, a cerca de 150 metros, existe ainda um cruzeiro e uma antiga fonte, rodeada por freixos.

A população do Catujal celebra anualmente, no mês de Junho, grandes festejos em honra da padroeira da povoação.


Fonte: Wikipédia

sábado, 7 de novembro de 2009

Congregação dos Sagrados Corações marca presença em Catujal e Unhos


(Igreja do Catujal)


A Congregação dos Sagrados Corações (de Jesus e de Maria) está em Portugal há quase 80 anos. Contemplar, viver e anunciar a mensagem cristã é o objectivo de vida dos religiosos, que convivem com os pobres de alguns dos bairros mais remotos da Grande Lisboa.

A oração comunitária é a fonte onde os dois holandeses, dois espanhóis e dois portugueses se renovam: “A missão tem que partir da comunidade, e a comunidade alimenta a missão. Uma comunidade é como uma família: precisamos de atenção constante uns para com os outros”, diz o Pe. Henrique Scheepens, que chegou a Portugal há quase 50 anos.

“A nossa vida comunitária protege-nos e alimenta-nos. A vida de família também faz parte do nosso carisma”, observa o superior da comunidade, Pe. Luís Garcia.

Cada religioso tem três corações
“Somos dos Sagrados Corações, pelo que é como se cada um de nós tivesse três: de Jesus, de Maria e o nosso próprio”, explica o Pe. Luís. A concretização desta espiritualidade “passa pela descoberta do coração do outro”.

“Insistimos muito em ser companheiros e compassivos” a partir da “contemplação de Deus”, refere o Pe. António Vega del Riego.

O Pe. Francisco Waalders indica à reportagem do programa ECCLESIA a prioridade da comunidade religiosa: “Marcar presença”. E acrescenta: “Jesus Cristo também não estava preocupado [com planos pastorais]. Andava no meio das pessoas. Uma palavrinha aqui, outra acolá. Isto é a nova evangelização”.

Carla Santos, presidente da Associação de Melhoramentos do Bairro do Talude Militar, reconhece que a população “é mesmo muito religiosa”. Por isso espera que as parcerias com a paróquia cresçam a partir do próximo ano.

Afirmar a especificidade da missão
“Não gosto da fome, da injustiça, do ódio, da miséria nem da Gripe A...”, diz o Pe. Luís Garcia. “Mas gosto deste mundo e das pessoas. E acredito que o Senhor também está aqui para fazer crescer no positivo e lutar contra tudo o que se opõe à proposta do Reino”, acrescenta.

“Temos o nosso papel de animadores espirituais, levando o consolo às pessoas e dando a mão a quem não tem quem lha estenda”, afirma o superior das comunidades de Portugal e Espanha, Pe. Ignácio Moreno.

Para se dedicarem por inteiro aos fiéis, os religiosos optaram por entregar as tarefas administrativas a pessoas “que governam as coisas muito melhor”. O responsável pelas comunidades da Península Ibérica defende que os padres não têm que monopolizar a vida cristã: “É preciso fazer crescer os outros”, porque “têm muitas coisas a dizer e a fazer”.

Escassez de religiosos obriga a novas estratégias
Na Europa, o envelhecimento dos religiosos e a diminuição da entrada de novos membros na congregação – ao contrário da tendência verificada na Ásia e em África – tem aumentado as dificuldades no atendimento às populações.

Esta conjuntura obriga a traçar novas estratégias. Desde Setembro que os quatro padres da comunidade dividem solidariamente as responsabilidades das paróquias de Catujal, Charneca e Unhos.

“É uma realidade que preocupa, porque não podemos fazer tudo o que queríamos”, afirma o Pe. Ignácio Moreno. O superior provincial deixa, no entanto, uma nota de esperança: “O que não podemos fazer, Deus pode”.

Breve história dos Sagrados Corações
A Congregação dos Sagrados Corações foi fundada na noite de Natal de 1800, por José Maria Coudrin, padre da diocese de Poitiers (França) e por uma jovem da nobreza, Henriqueta Aymer de la Chevarie, dividindo-se desde o início nos ramos masculino e feminino. A adoração ao Santíssimo Sacramento foi o elemento distintivo desta ordem religiosa.

Em Portugal, a primeira missão da congregação consistiu em dirigir o Seminário dos Olivais, em Lisboa; os padres – três franceses e um holandês – chegaram em 1931, tendo permanecido 14 anos à frente da instituição. Os dois últimos sacerdotes saíram em 1947.

Entre 1939 e 1967, a congregação dedicou-se às missões populares no Patriarcado de Lisboa. Em 1957 fundou, na Ilha Terceira, o Seminário Menor Padre Damião, que encerrou em 1971. Os religiosos criaram outro seminário em Baltar, Porto.

O carácter missionário dos Sagrados Corações estendeu-se a Moçambique. No dia 11 de Novembro de 1956 chegavam a Inhaminga, diocese de Beira, os primeiros presbíteros, numa missão que continua até hoje, já como Província de África.

O Pe. Damião de Veuster (Bélgica, 1840 - EUA, 1889) é um dos mais conhecidos membros da congregação. Aos 33 anos foi viver com os leprosos da ilha de Molokai (Havai). Morreu dezasseis anos depois, com lepra. Foi canonizado (declarado santo) no passado dia 11 de Outubro.


(Igreja de Unhos)

Texto in http://www.agencia.ecclesia.pt/index.shtml